A falta de acompanhamento odontológico durante a preparação de atletas brasileiros é fato corriqueiro, mesmo com estrelas do primeiro time, como atletas olímpicos. “Já sabemos que o atleta, por exigir mais do seu corpo, necessita estar sempre atento à sua saúde. Entendemos que a saúde bucal não pode ficar fora deste contexto, pois já constatamos que o rendimento de um atleta pode ser reduzido, se ele tiver algum distúrbio na sua saúde bucal. O rendimento do atleta está intimamente relacionado com a vitória ou a derrota de uma equipe ou de uma nação, dependendo da competição. Deste modo, visando a melhoria do desempenho do atleta, faz-se necessário um exame odontológico minucioso a fim de promover o tratamento de eventuais doenças ou mesmo atuar de forma preventiva”, explica o cirurgião-dentista Hilton Tiba,coordenador do Codec, Centro de Odontologia do Esporte do CETAO.
Desde 2002, o CETAO vem agindo desta forma, preventivamente e terapeuticamente, atendendo os atletas do Centro Olímpico da Cidade de São Paulo, mediante convênio de cooperação firmado com a Prefeitura. Em 2007, a instituição de ensino criou o Codec, Centro de Odontologia do Esporte do CETAO, um centro de excelência que vem firmando parcerias para atender atletas e desportistas. “Criamos o Codec com o objetivo de contribuir com a evolução da Odontologia do Esporte. Nosso centro está produzindo protocolos de atendimento em todos os níveis de atuação odontológica. Estamos buscando também a integração da Odontologia do Esporte com os demais profissionais envolvidos em treinamentos e competições, como é o caso de fisioterapeutas, fisiologistas, nutricionistas e médicos ligados ao esporte”, explica Tiba.
Por meio de um contrato de cooperação científica com a Nihon University, universidade japonesa, o Codec está realizando diversas pesquisas sobre a aplicabilidade de técnicas na Odontologia do Esporte no Brasil. “No Japão, a Odontologia do Esporte já está consolidada há mais de 20 anos. Nosso intercâmbio com este país está favorecendo a troca de conhecimento e experiência”, conta Tiba.
Um fruto positivo da parceria internacional foi o desenvolvimento de um protetor bucal 100% nacional, que já foi adotado, inclusive, pela Federação Japonesa de Karatê. “Esportes de contato e de alto impacto tais como, boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line exigem o uso de um protetor adequado para assegurar a melhor performance do atleta, seguindo a filosofia da alto rendimento. Vale destacar a importância do PROBI- Protetor Bucal Individualizado – no ajuste oclusal, como protocolo básico de sua confecção, a exemplo de Cristiano Ronaldo, que faz o uso de um protetor semelhante para melhorar seu equilíbrio e a potência de seus chutes”, destaca o Prof° Hilton Tiba.