Uso do protetor bucal individualizado: a ciência do esporte será o diferencial nos jogos olímpicos, em 2016

Certamente, você já leu alguma notícia como as que listamos abaixo, onde a saúde bucal atrapalha ou até mesmo impede que um atleta continue a desenvolver normalmente suas atividades esportivas:

Pato passará por cirurgia na boca para tentar se livrar das lesões musculares. Departamento médico do clube acredita que problemas recentes são consequências de deficiências dentárias do brasileiro… 

Leandro Donizete aguarda exames do dentista para saber se poderá jogar. Jogador perdeu três dentes na derrota para o Santos por 1 a 0…

Após cotovelada, Dagoberto não treina e poderá jogar com protetor na boca. São-paulino foi ao dentista na manhã desta terça-feira. TJD solicitou a imagem do lance e pode punir o santista Paulo Henrique Ganso…

A intensa e impactante revolução tecnológica dos dias de hoje aponta que a atuação da Odontologia do Esporte só tende a crescer, no Brasil e no mundo. A tendência para este campo de atuação é que academias, clubes, federações esportivas e até mesmo escolas passem a solicitar o uso de protetores bucais durante a prática de esportes para fins de competição ou recreativos.

“Associados de academias, atletas de competição e alunos necessitam de protetores bucais na mesma intensidade. As empresas, escolas e entidades esportivas que compreenderem esta demanda social serão muito bem sucedidas. A prática da atividade esportiva requer, na mesma intensidade, que o atleta/aluno/associado de academia passe por um exame odontológico, tanto quanto por uma avaliação física”, defende o cirurgiã-dentista a Alexandre Jun Ueda, coordenador do Codec, Centro de Odontologia do Esporte do CETAO.

Prática esportiva segura

Desde 2002, o CETAO vem agindo de maneira efetiva, preventivamente e terapeuticamente,  no campo da Odontologia do Esporte, atendendo os atletas do Centro Olímpico da Cidade de São Paulo, mediante convênio de cooperação firmado com a Prefeitura.

Em 2007, a instituição de ensino criou o CODEC – Centro de Odontologia do Esporte do CETAO, um centro de excelência que vem firmando parcerias para atender atletas e desportistas. “Criamos o CODEC com o objetivo de contribuir com a evolução da Odontologia do Esporte. Estamos produzindo protocolos de atendimento em todos os níveis de atuação odontológica. Estamos buscando também a integração da Odontologia do Esporte com os demais profissionais envolvidos em treinamentos e competições, como é o caso de fisioterapeutas, fisiologistas, nutricionistas e médicos ligados ao esporte”, explica  Alexandre Jun Ueda.

Por meio de um contrato de cooperação científica com a Nihon University, universidade japonesa, o CODEC está realizando diversas pesquisas sobre a aplicabilidade de técnicas na Odontologia do Esporte no Brasil. “No Japão, a Odontologia do Esporte já está consolidada há mais de 20 anos. Nosso intercâmbio com este país está favorecendo a troca de conhecimento e experiência”, conta Ueda.

O coordenador do CODEC cita como um fruto positivo da parceria o desenvolvimento de um protetor bucal 100% nacional que já foi adotado pela Federação Japonesa de Karatê. “Esportes de contato e de alto impacto tais como, boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line exigem o uso de um protetor adequado para assegurar a melhor performance do atleta”, diz Alexandre Ueda, coordenador do CODEC.

O protetor brasileiro

O PROBI – Protetor Bucal Individualizado – de­senvolvido pela equipe do Codec, Centro de Odontologia do Esporte CETAO, tem como grande diferencial, em relação aos demais  protetores bucais encontrados no mercado a sua confecção e individualização: tomada de arco facial, montagem em articulador semi-ajustável e ajuste oclusal fino, feito com o articulador na boca do atleta/paciente. 

“O material empregado pelo Codec, à base de etileno vinil acetato, desenvolvido pela empresa E.V.A., também é outro ponto forte do produto. A dupla camada de lâminas de etileno vinil acetato produz um menor estresse residual no processo de aquecimento e prensagem do protetor. Desta forma, conseguimos um protetor com melhor estabilidade dimensional que os de única prensagem. Há também uma melhor pro­teção dos dentes e dos tecidos moles da boca: gengiva, lábios, bochechas, língua. As lâminas odontológicas permi­tem, também, em função da qualidade do material, uma melhor adesividade, maior resistência à tração, ao rasgamento, ao alongamento e à absorção de água”, explica o cirurgião-dentista Hilton Tiba, que também é um dos coordenadores do CODEC.

Hilton Tiba destaca também que o ajuste oclusal fino possibilita ao atleta  uma melhor relação estomatognática, uma boa oclusão e uma correta  posição mandibular, estabelecendo uma melhor relação  entre a respiração, posiciona­mento dos dentes e postura do corpo. “Nossa busca pelo desenvolvimento de um  protetor bucal bem ajustado e individualizado tem se mostrado muito importante para o melhor rendimento dos atletas, em suas res­pectivas atividades esportivas”, destaca Tiba. Assista uma entrevista onde Hilton Tiba explica, em detalhes, a função dos protetores bucais: http://carreiraodontologica.wordpress.com/2010/05/02/protetor-bucal-x-desempenho-do-atleta

 Durante o  1° Fórum de Odontologia do Esporte para Atletas de Alto-Rendimento, Fábio Vanini, atleta de handebol do Esporte Clube Pinheiros e da Seleção Brasileira de Handebol, contou aos presentes como se beneficia com o uso de um protetor bucal adequado à sua prática esportiva, feito especialmente para ele, pela equipe do Codec.  Veja a galeria completa de fotos e depoimentos sobre o evento  no Flickr do CETAO:

http://www.flickr.com/photos/cetao

As apresentações em power point feitas pelos palestrantes, durante o 1° Fórum de Odontologia do Esporte para Atletas de Alto-Rendimento podem ser acessadas no Slide Share do CETAO:

http://www.slideshare.net/Cetao

 

CETAO divulga avanços da Odontologia do Esporte em Londres

Em março, a convite do British Council, o CETAO, Centro de Estudos – Treinamento e Aperfeiçoamento em Odontologia –  foi convidado a integrar uma Missão Diplomática de Medicina Esportiva em Londres. Fundado em 1934, o British Council está presente em 109 países e busca, por meio de projetos e parcerias, elevar a educação e as relações culturais, nos países em que atua. Com foco nos grandes eventos esportivos mundiais que vão ocorrer na Inglaterra e no Brasil, nos próximos anos, a organização do Reino Unido procurou o Ministério do Esporte para propor um intercâmbio cultural mais intenso entre os dois países.

O objetivo da Missão foi a troca de conhecimentos, informações e experiências na área de Saúde em relação à organização das Olimpíadas. Londres sediará os Jogos Olímpicos, em 2012, precedendo os jogos do Rio, em 2016. Um “memorando de entendimento”, assinado entre os governos do Brasil, do Reino Unido, da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte sobre “cooperação para desenvolver legados econômicos, comerciais e de reputação” dos anfitriões dos Jogos Olímpicos, possibilitou esta integração.

O acordo, conhecido como host-to-host – de anfitrião para anfitrião -, tem como objetivo maximizar as oportunidades de negócios e investimento, a troca de informações e de boas práticas entre os países envolvidos na realização de eventos esportivos de grande porte, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, além de fornecer assistência às autoridades no desenvolvimento de seus legados como anfitriões dos Jogos. 

Participaram da Missão Diplomática de Medicina Esportiva, Ricardo Nascimento Avellar, representando o Ministério dos Esportes; Isadora Brito e Rodrigo Rodarte, representando o Comitê Olímpico Brasileiro,COB; Antonio Carlos Silva e Fernando Torres, representantes da UNIFESP; Hésojy da Silva, representando o Comitê Paraolímpico e Alênio Calil Mathias, representando o CETAO. 

Durante os cinco dias de viagem, a agenda dos integrantes da Missão Brasileira esteve focada em compromissos relacionados à Saúde e aos Esportes. Os brasileiros conheceram o funcionamento do Sistema de Saúde Inglês – National Health Service -,  encontraram-se com representantes do governo, onde debateram os desafios de organizar uma olimpíada, sob o ponto de vista da Saúde: Como  estruturar a área da Saúde para o evento (operacionalmente)? Quais os desafios de infraestrutura e de pessoal, e, principalmente, qual o legado que o evento pode deixar para a cidade e para o País que organiza o evento? “Foram abordados também temas como o antidoping e ações sociais relacionadas ao Esporte”, conta o Prof° Dr. Alênio Calil Mathias, membro do conselho diretivo do CETAO, Instituição de Ensino Superior – Extensão e Pós-Graduação em Odontologia.

Além dos encontros e reuniões foram promovidas visitas às obras de construção do Parque Olímpico de Londres e à Universidade Loughbourough – School of Sports,  Exercize and Health Science. A Universidade conta com estruturas apropriadas na área de ciência, tecnologia e desenvolvimento do Esporte, que são referências em seu segmento. “Para o CETAO, integrar a Missão Brasileira constituiu-se numa ótima oportunidade para compartilhar com os representantes de outra instituição de ensino o conhecimento acumulado no campo da Odontologia do Esporte. Durante  a visita à Universidade de Loughboroug, uma referência na área esportiva, que abrange departamentos de Fisiologia, Biomecânica, Fisioterapia, Farmacologia, Medicina, Imunologia e Nutrição, percebemos que a Odontologia não era uma prioridade dentre as pesquisas que estavam sendo realizadas. Após a apresentação da  experiência do CETAO neste campo, novas possibilidades e frentes de pesquisa começaram a ser abertas na instituição de ensino inglesa”, destaca Alênio Calil Mathias. 

O pioneirismo brasileiro

Há em torno do esporte, diferentes paixões, sentimentos, atitudes, desejos e vontades. Não precisamos de muito esforço para identificar que na sociedade contemporânea, o esporte constitui um espaço social mobilizador de pessoas de diferentes etnias, gêneros, idades, classes sociais, credos religiosos, seja como participante, praticante, seja como espectador.

“Seis anos nos separam da abertura dos Jogos Olímpicos. Todos alimentamos a expectativa de que o País consiga avançar nas políticas públicas de inclusão da população nas práticas esportivas e nas de melhora  do rendimento dos atletas. Já sabemos que o atleta, por exigir mais do seu corpo, precisa estar sempre atento à sua saúde. O rendimento de um atleta pode ser afetado, se ele tiver algum distúrbio bucal. Quando falamos em uma Olimpíada, o rendimento do atleta está intimamente relacionado à vitória ou à derrota de uma nação”, defende o Prof° Dr. Alênio Calil Mathias.

“Durante a viagem a Londres, pudemos, compartilhar a larga experiência do CETAO, no campo da Odontologia do Esporte. Desde 2002, o CETAO vem agindo, preventivamente e terapeuticamente nesta área. Iniciamos nossas pesquisas e estudos no campo da Odontologia do Esporte quando começamos a atender os atletas do Centro Olímpico da Cidade de São Paulo, mediante convênio de cooperação firmado com a Prefeitura. Em 2007, criamos o CODEC- Centro de Odontologia do Esporte do CETAO, um centro de excelência que vem firmando convênios para atender atletas e desportistas. O CODEC está produzindo protocolos de atendimento em todos os níveis de atuação odontológica. Estamos buscando também a integração da Odontologia do Esporte com os demais profissionais envolvidos em treinamentos e competições: fisioterapeutas, fisiologistas, nutricionistas e médicos ligados ao esporte”, explica Alênio Calil Mathias.

Por meio de um contrato de cooperação científica com a Nihon University, universidade japonesa, o CODEC está realizando diversas pesquisas sobre a aplicabilidade de técnicas na Odontologia do Esporte no Brasil.

“No Japão, a Odontologia do Esporte já está consolidada há mais de 20 anos. Nosso intercâmbio com este país está favorecendo a troca de conhecimento e experiência”, conta Mathias. Como fruto positivo desta parceria, o CETAO contabiliza o desenvolvimento de um protetor bucal 100% nacional que já foi adotado pela Federação Japonesa de Karatê. “Esportes de contato e de alto impacto tais como, boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line exigem o uso de um protetor adequado para assegurar a melhor performance do atleta”, diz o Prof° Dr. Alênio Calil Mathias, membro do conselho diretivo do CETAO, Instituição de Ensino Superior – Extensão e Pós-Graduação em Odontologia.

O protetor brasileiro

O PROBI – Protetor Bucal Individualizado – de­senvolvido pela equipe do Codec, Centro de Odontologia do Esporte CETAO, tem como grande diferencial, em relação aos demais  protetores bucais encontrados no mercado a sua confecção e individualização: tomada de arco facial, montagem em articulador semi-ajustável e ajuste oclusal fino, feito com o articulador na boca do atleta/paciente. 

Durante o  1° Fórum de Odontologia do Esporte para Atletas de Alto-Rendimento, Fábio Vanini, atleta de handebol do Esporte Clube Pinheiros e da Seleção Brasileira de Handebol, contou aos presentes os benefícios do uso de um protetor bucal adequado à sua prática esportiva, feito especialmente para ele, pela equipe do Codec. 

Desafios para o Brasil

No Brasil, há a necessidade de uma conscientização das instituições de saúde, educação e esportivas para que sejam feitas campanhas públicas visando estimular os praticantes de esportes e a comunidade em geral a uma prática esportiva segura. “Precisamos também avançar na questão do atendimento odontológico obrigatório durante as atividades esportivas, para assegurar que os procedimentos imediatos frente a um traumatismo dentário sejam adotados. Novas pesquisas mais abrangentes devem ser realizadas neste campo, enfatizando as condições de saúde bucal de atletas amadores e profissionais”, destaca Alênio Calil Mathias.

O protetor bucal em ação

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